Negócios de impacto social: a nova revolução do capitalismo
Conceito de valor compartilhado é uma nova forma de obter sucesso econômico
Por Anderson de Andrade

Fundador e CEO
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O Fórum Sustentabilidade e Impacto Social: o futuro dos negócios reuniu em Joinville, em maio de 2018, especialistas que apresentaram uma nova forma de empreender: lucro e impacto social trabalhando juntos. Teve a organização colaborativa da Cause – Incubadora de Inovação Social do Inovaparq -, e do Civi-co – primeiro espaço de trabalho, colaboração e desenvolvimento do país com propósito cívico-social -, com sede em São Paulo. Na ocasião, ambos assinaram convênio de cooperação, divulgado no AN.

Cases de grandes empresas, como Tigre e Renault, e de startups, apresentados pela aceleradora Quintessa, mostram que o conceito de valor compartilhado é a chave que irá abrir a próxima onda de inovação e crescimento nas empresas. O conceito foi criado em 2011 pelos economistas Michael Porter e Mark Kramer, em artigo publicado a Harvard Business Review que o consideram a próxima revolução do capitalismo:

“Valor compartilhado não é responsabilidade social, filantropia, nem mesmo sustentabilidade, mas uma nova forma de obter sucesso econômico.”

Ricardo Podval, da Civi-co, diz que passamos de uma geração de posse – do sonho da casa própria, do carro -, para uma geração de pertencimento e de experiência do cliente – Uber, Airbnb. E apresenta como o comportamento dessa nova geração de consumidores vai impactar nos negócios:

  • 71% dos jovens veem as empresas como principais agentes de impacto social e não os governos
  • 87% compram baseados em valores
  • 88% parariam de comprar de empresas que não têm responsabilidade social
  • 75% do poder de compra estará nas mãos destes jovens, até 2030

Como empreendedores, essa geração já traduz o valor compartilhado como propósito – ou seja, que vai além do lucro. Na outra ponta do espectro, Layla Vallias, da Hype60+, direciona o foco para o empreendedorismo sênior. São 30 milhões de idosos no Brasil e essa população entra na aposentadoria buscando empreender, trazendo muita experiência para troca entre gerações. E também é um público consumidor gigantesco para ser entendido e atendido.

O Fórum foi um marco para uma nova compreensão das relações empresa-sociedade. Foi a comunhão de grandes nomes de Santa Catarina e do país discutindo soluções para o nosso tempo, pensando novas formas de fazer negócios com propósito e valor, trazendo a inovação como impacto para beneficiar a vida das pessoas.

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