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Está na hora de pensar em e-mails mobile

Nos últimos anos o número de pessoas utilizando smartphones para acessar a internet tem crescido gradativamente. Considerando o último relatório da ComScore sobre números no país (Brazil Digital Future in Focus 2014), o Brasil possui a quinta maior audiência de internet no mundo, e mais de 31% da população brasileira acessa a internet via celulares. Não é difícil entender que não só os sites precisam se adaptar ao mundo mobile, mas os e-mails também.

Após avaliar cerca de 12 bilhões de aberturas de e-mails durante o ano de 2014, a Litmus, empresa de análise de e-mail marketing, constatou que cerca de 53% das aberturas de e-mail se deram em dispositivos mobile no último ano. Se você nunca abriu seus e-mails em dispositivos mobile, já pode se preocupar. Normalmente, as empresas utilizam apenas uma peça com tamanhos fixos, que ao serem abertas nos smartphones são redimensionadas às vezes para menos de 50% do seu tamanho original, tornando a leitura quase impossível.

Isso não afeta só a performance das campanhas de e-mail a longo prazo, mas também dificulta a relação da marca com seus clientes, que tem uma experiência frustrada.

Como solução para esse problema, alguns métodos vem sendo aplicados com sucesso por diversos profissionais. Dentre todos os formatos e nomenclaturas são três os que se destacam:

E-mail Fluído

São peças que tem como característica principal ocupar 100% da área utilizável do leitor de e-mail. Elas se adaptam naturalmente a todas as telas, tanto em desktops como em dispositivos mobile. Seu tempo de desenvolvimento e criação são os mesmos de um e-mail comum, porém há uma dificuldade na "pré-visualização" layout resultante, já que ele sempre dependerá do tamanho da tela do usuário.

E-mail Responsivo

As peças responsivas são as que tem o desenvolvimento e criação mais complexos, já que é necessário prever seu layout em cada "ponto de quebra" (código que faz a peça se modificar conforme o tamanho da tela). Demandam mais tempo mas tem a capacidade de modificar, esconder ou mostrar diferentes partes do e-mail em telas diferentes.

 

 E-mail Mobile First

Sua criação tem algumas restrições de tamanho e diagramação, assim como é indicado um conteúdo mais direto e curto. Porém são os com maior garantia de entrega, já que tem tamanhos fixos e sua visualização será a mesma em todos os dispositivos.

Cada um destes modelos é viável em projetos com finalidades diferentes, portanto sua utilização sempre depende de uma análise prévia de público e objetivo. Todos eles tem prós e contras e tudo isso deve ser colocado na balança na hora do planejamento da campanha.

Inicialmente pode aparentar ser uma preocupação irrelevante, mas ela possui cada vez mais importância na hora da entrega e é mais responsável pelo engajamento do público. Obviamente, quanto mais usuários impactados com sucesso por sua campanha, resultados melhores ela vai apresentar.


Por Alexandre Copi
Analista de E-mail Marketing na A2C



Fontes:

ComScore - Brazil Digital Future in Focus 2014

CETIC.br - TIC Domicílios 2013

Google - Como entender o usuário de celular: Brasil

Litmus - 53% dos e-mails são abernos em dispositivos mobile, aberturas via Outlook caem 33%.

Litmus - Escalável, fluído e responsivo. Entendendo diferentes modelos de e-mail marketing.

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