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Aplicativos devem encantar os usuários

Tap, tap, tap, o tempo todo, todo o tempo. Já não dá pra negar: os celulares têm influenciado nosso dia a dia cada vez mais, seja no trabalho ou nas relações pessoais. Sob a ótica de mercado, o consumo desses eletroeletrônicos tem crescido exponencialmente. No último trimestre os brasileiros compraram mais de 15 milhões de aparelhos, representando um acréscimo de 49% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além desses dados, o IDC também divulgou uma pesquisa sobre o acesso à rede de dados na América Latina: apenas 1% do subcontinente tem cobertura 4G versus uma área considerável atendida por 2G.

Essas informações quantitativas são importantes para a observação de oportunidades de negócio. Os famosos 'apps' são considerados por alguns especialistas como uma nova corrida do ouro. Mas o essencial mesmo é estar ciente de que não basta funcionar: um aplicativo precisa encantar seus usuários para gerar fidelidade e recorrência. Cada tela e transição deve funcionar como uma daquelas flautas das fábulas, que enfeitiçam o ouvinte e capturam sua atenção. Pra atingir esse objetivo, é importante considerar as cinco dicas que trago na sequência.

1. Estude as diferentes plataformas

Um pouco mais de estatística: apesar da popularidade do iOS, a plataforma Android ainda detém o maior marketshare. O principal desafio de projetar para esses sistemas é a fragmentação de configurações e tamanhos de tela. De modo geral, além de estudar as recomendações de cada fabricante, você deve projetar suas interações como se fossem quadros sem molduras.

2. Transforme telas em estórias

Vamos lá, pare, veja e escute. Utilize um pouco de seu tempo para conversar com usuários e conduzir diferentes testes e proposições. Ao invés de ater-se à primeira ideia que surgir no rascunho, transforme sua linha de raciocínio em um storyboard. Cada quadro representará uma funcionalidade do aplicativo em seu contexto real de uso.

3. Agora sim, crie protótipos em papel 

Sabe aqueles bloquinhos de brinde que nunca usamos? Eis aqui uma serventia: comece a rascunhar um fluxo de telas em cada folha e faça novos testes com seus usuários. À medida que as interações forem simuladas realize anotações. É importante conduzir essa etapa de um modo transparente, estabelecendo um briefing claro para o usuário mas que permita-o navegar com naturalidade.

4. Explore os sensores

Hardwares mais recentes como o iPhone 6 possuem dezenas de sensores para brincar: luminosidade, cancelador de ruído, acelerômetro, giroscópio, bússola, barômetro, contador de passos, GPS, Glonass, leitor biométrico e assim por diante. Suas ideias podem adquirir novos ares ao estudar esses dispositivos e integrá-los com seus objetivos.

5. Considere um painel de modelo de negócio

Se seu aplicativo está relacionado a uma nova empresa, considere o desenvolvimento de um painel de modelo de negócios. Essa não é uma atividade individual: você deve trabalhar em uma equipe multidisciplinar para gerar os melhores resultados. O painel por si próprio não dará as respostas para suas dúvidas mas é uma ferramenta útil para visualizar os principais pontos.

É importante notar que os aplicativos são apenas uma parte de um serviço. Todos dependem de alguma forma de criação de conteúdo, atualizações ou atendimento ao cliente. Reflita se sua ideia não é apenas a solução para um microproblema ou se ela tem o potencial para gerar valor. Afine as notas da partitura aos ouvidos da sua plateia - ou, como na metáfora, dos seus usuários.

 

Por João Menezes
Líder de Design de Experiência na A2C 

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